ECONOMIA ESPACIAL COMO VECTOR ESTRATÉGICO DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO, FINANCEIRO E TECNOLÓGICO EM ANGOLA (2010-2025)
Palavras-chave:
Angola,Angosat-2; Crescimento Endógeno; Diversificação Económica; Economia Espacial; TicResumo
A economia espacial tem emergido como um dos principais motores da transformação estrutural das economias contemporâneas, com reflexos diretos na competitividade nacional, na diversificação produtiva e na inclusão digital. Em Angola, o Programa Espacial Nacional e o satélite ANGOSAT-2 representam marcos fundamentais neste processo de modernização tecnológica. O presente artigo constitui um estudo exploratório e descritivo que analisa, de forma longitudinal, os indicadores associados ao desenvolvimento da economia espacial angolana no período 2010–2025, estruturado em três fases: a fase pré-espacial (2010–2016), a fase de transição (2017–2022) e a fase operacional do ANGOSAT-2 (2023–2025). O enquadramento teórico baseia-se na Teoria do Crescimento Endógeno (Romer, 1990), na abordagem da Complexidade Económica (Hidalgo & Hausmann, 2009) e nas diretrizes da OCDE (2022). A metodologia adota análise descritiva comparativa entre fases e indicadores preliminares de correlação, reconhecendo explicitamente as limitações decorrentes da extensão da série temporal disponível. Os resultados preliminares sugerem uma associação positiva entre o desenvolvimento das infraestruturas espaciais e o aumento da penetração digital em Angola, com a taxa de acesso à internet a crescer de cerca de 14% em 2010 para aproximadamente 45% em 2025. Conclui-se que a economia espacial constitui um vector estratégico de diversificação em Angola, ainda que estudos longitudinais com séries mais longas sejam indispensáveis para uma confirmação inferencial robusta.
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