ANÁLISE DAS FRAGILIDADES DOS SISTEMAS CONTABILÍSTICOS NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: ESTUDO DE CASO DA LAM (2022-2025)

Autores

  • Tânia Elina Nhamunze Instituto Superior de Formação, Investigação e Ciência (ISFIC) - Moçambique

Palavras-chave:

Palavras-chave: Sistemas contabilísticos, Inteligência Artificial, fragilidades, LAM, controlo interno, modernização contábil.

Resumo

O estudo analisou as fragilidades dos sistemas contabilísticos da LAM (Linhas Aéreas de Moçambique) na Era da Inteligência Artificial (IA), entre 2022 e 2025. Adoptou-se uma abordagem mista, combinando métodos quantitativos e qualitativos, com levantamento documental, aplicação de questionários a 40 colaboradores das áreas contábil e financeira e realização de entrevistas semiestruturadas com gestores. Os resultados indicam fragilidades significativas nos processos contabilísticos da LAM, incluindo lançamentos incompletos (70%), falta de integração entre sistemas (65%), relatórios inconsistentes (60%) e controlo interno insuficiente (55%), evidenciando que a automação e a adoção de IA ainda são incipientes. A análise qualitativa revelou que essas fragilidades decorrem de processos manuais, de lacunas na aplicação de políticas internas e de resistência à implementação de tecnologias digitais avançadas. Conclui-se que a adoção estratégica de ferramentas de IA, aliada ao fortalecimento do controlo interno, pode reduzir erros, aumentar a eficiência dos processos contabilísticos e melhorar a confiabilidade da informação financeira. Este estudo contribui para a compreensão das limitações atuais e fornece subsídios para a modernização e digitalização da contabilidade em empresas aéreas africanas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Arens, A. A., Elder, R. J., & Beasley, M. S. (2019). Auditing and assurance services: An integrated approach (16th ed.). Pearson.

Atrill, P., & McLaney, E. (2019). Accounting and finance for non-specialists (11th ed.). Pearson.

Brynjolfsson, E., & McAfee, A. (2017). Machine, platform, crowd: Harnessing our digital future. W.W. Norton & Company.

COSO. (2013). Internal control – Integrated framework. Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission. https://www.coso.org

Davenport, T. H., & Ronanki, R. (2018). Artificial intelligence for the real world. Harvard Business Review, 96(1), 108–116. https://hbr.org/2018/01/artificial-intelligence-for-the-real-world

Gunderson, L. H., & Holling, C. S. (2002). Panarchy: Understanding transformations in human and natural systems. Island Press.

Horngren, C. T., Sundem, G. L., & Elliott, J. A. (2020). Introduction to financial accounting (12th ed.). Pearson.

Lengnick-Hall, C. A., Beck, T. E., & Lengnick-Hall, M. L. (2011). Developing a capacity for organizational resilience through strategic human resource management. Human Resource Management Review, 21(3), 243–255. https://doi.org/10.1016/j.hrmr.2010.07.002

Moll, J., & Yigitbasioglu, O. (2019). The role of internet-related technologies in shaping the work of accountants: New directions for accounting research. The British Accounting Review, 51(6), 100833. https://doi.org/10.1016/j.bar.2019.05.003

Otley, D. (2016). The contingency theory of management accounting and control: 1980–2014. Management Accounting Research, 31, 45–62. https://doi.org/10.1016/j.mar.2015.04.001

Silva, R. (2020). Digital accounting and the adoption of AI in small and medium enterprises. Lusophone Journal of Accounting, 12(2), 45–60.

Wolk, C., Dodd, J., & Rozycki, J. (2018). Accounting theory: Conceptual issues in a political and economic environment (9th ed.). Sage.

Downloads

Publicado

2026-09-02

Como Citar

Nhamunze, T. E. . (2026). ANÁLISE DAS FRAGILIDADES DOS SISTEMAS CONTABILÍSTICOS NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: ESTUDO DE CASO DA LAM (2022-2025). ALBA - ISFIC Research and Science Journal, 1(12), 158–163. Obtido de https://www.alba.ac.mz/index.php/alba/article/view/959